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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É sempre a mesma pergunta...

  • Por que ajudam gatos e não velhinhos no asilo, meninos de rua e crianças com câncer?

Qualquer pessoa que ajuda animais já ouviu essa pergunta, com a gente não foi diferente. Esta pergunta nos chegou por mensagem, de uma pessoa que estava descontente com o nosso ramo de atuação. Sabemos que a falta informação impede que entendam mais sobre a nossa causa, a realidade dos animais e principalmente como isso pode afetar os velhinhos no asilo, as crianças de rua, e as pessoas com câncer. Por incrível que pareça isso acontece e tem uma ligação muito próxima. 

Retirar os animais das ruas, castrar, encaminhar para novos lares, promover o CED e promover educação correta, ajuda a controlar diversas zoonoses que a super população de gatos e outros animais de rua podem transmitir aos velhinhos no asilo, as crianças de rua, e as pessoas com câncer.



Os animais de rua são um problema geralmente ignorado pelos governos, o que acaba fazendo nosso trabalho ser fundamental não só aos velhinhos no asilo, as crianças de rua e as pessoas com câncer, mas também para as pessoas saudáveis e bem dispostas como você.

Ignorar também pode matar (Foto retirada da internet)

Em momento algum ajudamos animais movidos apenas por dó dos bichinhos bonitinhos que não tem casa, é isso também, mas é principalmente pela falta de informação das pessoas sobre o bem estar deles e como isso se reflete diretamente em nossa sociedade, gerando consequências aos velhinhos no asilo, nas crianças de rua e nas pessoas com câncer.

Aprendendo a cuidar e a respeitar uma outra espécie as pessoas aprendem também a enxergar com mais compaixão e humanidade o próximo. Você já se perguntou porque existem os velhinhos no asilo e as crianças de rua? Você já parou para pensar em como nós estamos vivendo em um mundo que nos vê como números? Você não consegue ver relação na falta de humanidade que existe em quem abandona alguém que confia e depende de você, como os velhinhos no asilo, as crianças de rua e os animais abandonados?


O cuidado com os animais reflete diretamente nas nossas atitudes com o próximo. Uma sociedade que trata vidas de cães, gatos e qualquer outro animal com descaso, que não enxerga além das atitudes de agora, que coloca a satisfação pessoal, os prazeres diários acima do bem estar social, naturalmente vai tratar animais e semelhantes apenas como empecilho à sua boa vida. Por isso velhinhos no asilo, crianças de rua e pessoas com câncer continuam existindo e sendo usados apenas como exemplo. 

Ajudar qualquer ser vivo só faz bem (Foto retirada da internet)
Olhar para os animais não é pensar pequeno, é enxergar além do óbvio. Nossa causa não é melhor que as outras, até porque nossas escolhas pessoais fazem parte da forma que a gente consegue lidar melhor com o mundo e com nós mesmos. Por isso  o Viva Gato cuida apenas de gatos, porque este é o melhor que podemos fazer e vamos nos entregar a isso. Queremos dar o nosso melhor e que do nosso trabalho todas as famílias também levem e compartilhem a melhor experiência, porque é nisso que somos bons e é nisto que depositamos todo nosso amor. Fazemos nosso trabalho por afinidade e queremos que todos façam o mesmo, porque cada pessoa é diferente, cada pessoa cuida melhor de cães, ou de gatos, ou cavalos, ou crianças, ou idosos...Independende do que seja o seu melhor, faça! 


E nós fazemos, confiando que você esteja fazendo o mesmo pelos velhinhos no asilo, ou as crianças de rua e as pessoas com câncer. 


Continue fazendo o que você faz de melhor e nós vamos estar aqui torcendo muito por você porque a nossa causa vai ser sempre a mesma: um mundo com mais respeito e amor para todos.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Doação de sangue e solidariedade

Muita gente não sabe, mas os animais também podem precisar de transfusão de sangue por causa de um acidente ou de alguma doença. E muitas vezes é difícil encontrar um doador, seja por falta de informação dos donos ou por medo de que o animal doador fique debilitado. Se muitas vezes nós vemos que é difícil para os humanos conseguirem doadores, imagine para cães e gatos? 
Se você tem um gatinho sadio, que pese mais de 5 kg e que nunca recebeu transfusão sanguínea, ele pode doar sem problemas. Além disso, os veterinários indicam que outros requisitos são: estar com vacinas e vermífugos em dia; não ser positivo para FIV (imunodeficiência felina), FeLV  (leucemia felina) e micoplasma; de preferência ser um gato de apartamento (menos suscetíveis a contato com gatos de rua);  e no caso de fêmeas, não estarem prenhes e nem no cio. Você pode saber mais aqui: http://petcare.com.br/blog/animais-tambem-precisam-de-transfusao-e-podem-doar-sangue/ e aqui: http://www.hemoterapet.com.br
Há algum tempo recebemos o chamado de uma veterinária para saber se algum de nossos gatos poderiam doar sangue para um paciente que estava precisando, e o Melancia foi até a clínica para atender o pedido. O gatinho que precisava de ajuda era o Marcus, que tinha sido adotado há pouco tempo. O Marcus tinha uma vida muito feliz na casa nova, mas ele tinha diabetes e isso não havia sido detectado até o momento. Apesar de todos os esforços da família, a saúde do Marcus piorou e ele precisou da transfusão.

Marcus e a família no dia em que foi adotado
Melancia doando sangue para o Marcus
Infelizmente o Marcus não conseguiu vencer a doença, o que deixou todos (família, veterinários e nós) muito tristes. Depois dos dias de luto e após conhecer o Melancia, a família decidiu adotá-lo. Hoje o Melancia tem família, casa, amor e mais dois irmãozinhos felinos. Apesar da história triste e difícil do Marcus, temos certeza que após a sua adoção, e pelo restinho da sua vida ele foi feliz e fez a família feliz. E, seguindo o exemplo do Melancia, que foi tão solidário com o Marcus, esperamos que mais e mais donos de gatos possam seguir o exemplo e levar seus animais para serem doadores.

Melancia curtindo a casa nova

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Seja responsável ao adotar!

    Às vezes é preciso quase que desenhar para as pessoas entenderem o real compromisso que é ter um animal. Quando dizemos que os animais são como filhos, não queremos que você humanize seu gato ou seu cachorro, apenas que você entenda que amor, cuidado e respeito não é algo que nasce com a paternidade/maternidade, é algo que nasce com convivência, carinho e atenção.
         Alguns gatinhos que foram adotados no Viva Gato foram devolvidos após dias, meses e até anos, e alguns deles pelos motivos mais absurdos possíveis, e isso nos motivou a escrever esse texto. Será que as pessoas esquecem que os animais são seres vivos que têm sentimentos e vão sofrer com a separação? Muitos estudos científicos já provam a inteligência e sensibilidade dos animais.

A Purpurina foi devolvida ao Viva Gato e ficou quase um mês deprimida. Não queria
sair do quarto e nem comia direito. Agora ela está bem melhor e aguarda uma nova chance.
       
       Sempre que doamos um gatinho somos muito rigorosos na triagem, fazemos várias perguntas e somos exigentes em relação ao espaço que o animal vai ficar. Mesmo assim, infelizmente algumas vezes erramos na escolha dos adotantes. Mesmo com orientação e acompanhamento alguns gatos voltam para a gente com alegações do tipo: “ele está saindo muito para rua, fico com medo”, “ele chora muito quando fica dentro de casa, os vizinhos reclamam”, “vou me mudar e não posso levar ele comigo”, entre outras desculpas que envolvem medo de doenças, gravidez, alergias repentinas, culpam o cachorro, o marido, a avó, tem de tudo um pouco.

Sushi (esquerda) e Yumi (direita) são irmãos e foram adotados juntos.
Depois de algumas semanas foram devolvidos. Os dois ficaram muito tristes e mudaram
seu comportamento. De gatinhos super carinhosos e amáveis, eles passaram a ficar tímidos
com as pessoas. Agora já voltaram a ser como eram antes, e aguardam adoção responsável.

        Um gato pode viver mais de 14 anos, todos são avisados sobre isso no ato da adoção. Se você adota é para a vida toda, adoção não é empréstimo, não é passatempo, você não tem o direito de alterar a vida de um animal apenas por capricho. É claro que eles dão trabalho, pode ser muito ou pouco. E para todas as desculpas existe uma opção se você for um adotante responsável. Dificuldade todo mundo passa e isso deve ser pensado e planejado antes da adoção. Quando tiver um problema com o seu gato faça uma pergunta a si mesmo: “E se fosse o meu filho?”. Pronto, a resposta aparece e tudo que você precisa para resolver a situação vai ficar mais claro.
     Adote sempre pensando e incluindo o seu animal na sua vida. Adote sempre considerando o tempo de vida dele, a sua disponibilidade de tempo e dinheiro pra cuidar dele. Tenha sempre planejado o que fazer quando precisar viajar ou se ausentar. Ou seja, planeje sempre tudo porque mesmo que você viva sozinho e adote um gato, isso já te torna parte de uma família, que podem conviver e ter belas histórias juntos por muitos anos.

Teryaki (esquerda) foi adotado no início do ano. Seus adotantes já tinham uma gatinha resgatada, a Teresa (direita).
Agora ele foi devolvido ao Projeto Viva Gato, e "de brinde" veio a Teresa. Ela ainda está muito triste, e não quer sair
do quarto. Mas temos certeza que ela vai se recuperar. Os dois aguardam uma nova chance na casa do Viva Gato.

        Lembre-se, você adota uma vida e não um objeto. Você será o único responsável por ele. Ele irá te amar, te esperar e confiar em você. E não esqueça: eles nunca desistiriam de você.

         Pense nisso antes de adotar e cuide bem dos que precisam de você!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A FIV e o nosso Cazuza (em homenagem)

Hoje a gente veio aqui contar uma história pra vocês, uma história que é feliz e triste ao mesmo tempo, mas que é importante, porque pouca gente sabe sobre uma doença bem séria que pode acometer os gatinhos.

A história da gente começa em uma noite do mês de setembro, quando fomos levar dois gatinhos adotados para a casa nova. Após deixarmos os meninos com os novos donos, estávamos indo embora quando nos deparamos com um gatinho em uma calçada. Sem dúvida aquele gatinho estava procurando comida, ele estava com metade do corpo na calçada e metade na rua. Um perigo! Nós não podíamos resgatar mais nenhum gato, a lotação do abrigo estava esgotada, com muitos gatinhos tendo que ficar em lares temporários. Então, como a gente sempre anda com ração no carro, decidimos parar e dar um pouco pra ele. Foi aí que a coisa toda complicou. Ele era o gato mais magro que já tínhamos visto em toda a nossa vida! Como deixar um gatinho assim para trás? Ficamos pensando em como fazer pra assumir mais um, ainda mais que o Projeto estava passando por várias mudanças, mas não teve jeito, resgatamos ele.

A primeira noite foi no abrigo, dentro da gaiolinha na quarentena, sem contato com nenhum outro, afinal nunca sabemos o que um resgatado pode ter né? E não vamos arriscar a saúde dos outros meninos do abrigo. Não tínhamos como arcar com a consulta em horário de plantão, então a solução foi essa. Na manhã do dia seguinte, Farelo como estávamos chamando o gatinho, foi para a consulta com o veterinário. Magro, abatido, desidratado e provavelmente cheio de doenças como rinotraqueíte e micoplasma, mas ronronante e carinhoso como a gente nem sabia que ele tinha forças pra ser.

Magrelo, mas ativo e ronronante
Os exames foram feitos, e veio a bomba. Farelo tinha micoplasma e FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), conhecida como AIDS felina. De repente ficamos sem chão. E agora? O que fazer? Uma doença fatal e que faria com que ele tivesse que ficar isolado de todos os outros gatos saudáveis do abrigo. Nós nunca tínhamos tido a experiência de resgatar um gato com FIV, mas sempre soubemos que isso ia acontecer algum dia. Farelo, foi carinhosamente apelidado de Cazuza (em homenagem ao cantor), e a partir daí só o chamávamos assim, Cazuza.

O agora Cazuza voltou para o abrigo. Separamos um lugarzinho só pra ele, onde não pudesse entrar em contato com os outros. Preparamos uma caminha quentinha, água fresca, comidinha especial e uma caixa de areia exclusiva. Com o passar dos dias ele foi ficando mais fortinho. Driblou o micoplasma e até engordou alguns gramas. Sempre que nos via vinha todo feliz se esfregar, ronronar e pedir carinho. Onde quer que a gente fosse ele ia atrás. E estava comendo direitinho. Não gostava muito de patê ou sachê, odiava os remédios, mas comia a ração seca e adorava carne.

Se esfregando e pedindo carinho
Uma piscadinha charmosa pra você
A FIV é bem similar ao HIV, e é espécie-específica, isto é, só infecta gatos. Não há riscos de transmissão para humanos ou cães. Quando infectado, o gato pode viver anos com o vírus antes que a doença se manifeste e afete seu sistema imunológico. A maneira mais comum de um gato ser infectado é através de mordidas, por isso os gatos positivos para o vírus devem ficar isolados dos que não tem o vírus. Segundo diversas fontes, raramente o vírus pode ser transmitido através de contato social (grooming mútuo) ou da mãe para os filhotes, mas transfusões de sangue podem ser a causa de infecções.

O vírus não sobrevive por muito tempo no ambiente e é facilmente eliminado com o uso de desinfetantes comuns. Muitos gatos podem viver bem mesmo com o vírus por longos períodos de tempo, e o desenvolvimento da doença é influenciado por vários fatores diferentes, inclusive o cuidado com o gato. Dá pra saber mais sobre a doença aqui: http://www.icatcare.org:8080/advice/cat-health/feline-immunodeficiency-virus-fiv, aqui: http://ronronar.com/como-cuidar/principais-doencas-gatos e aqui: http://pets.webmd.com/cats/cat-fiv-feline-immunodeficiency-virus

Então foi assim... Por um pouco mais de um mês o Cazuza ficou entre nós. Teve todo carinho e cuidado que poderia ter. Nossos planos futuros incluíam a construção de uma área só para gatinhos como ele (e outros infectados com FELV, mas isso é outro post). Infelizmente hoje (29 de outubro), nosso menino se foi. Uma das integrantes do Projeto já o encontrou muito debilitado, com hipotermia e quase sem respirar. Foi tudo muito rápido, ontem ele passou o dia bem. O atendimento veterinário foi imediato, mas ele não resistiu.

Estamos todos muito tristes pela perda do nosso Cazuzinha, mas temos a certeza de que, pelo menos no seu último mês de vida, ele foi amado e feliz. E teve quase tudo que um gatinho poderia querer. A foto dele nunca esteve no álbum de adoção, pois sabíamos que um gato adulto e portador de FIV seria de difícil adoção. Além disso, ele ainda estava muito magro para podermos postar uma foto bonita.

Temos certeza também que, se todos os seres vivos têm uma missão, a do Cazuza foi ensinar pra gente sobre essa doença. E a partir disso tentaremos mostrar pra todo mundo que gatinhos positivos para FIV ou FELV podem ser amados e ter um lar, desde que sozinhos ou com outros gatinhos também portadores dos vírus.

Apesar de tudo pelo que deve ter passado, lindo!
Não sabemos se o Cazuza já teve um lar antes de encontrarmos ele, mas esperamos que tenha se sentido cuidado e muito amado por todos do Projeto Viva Gato.

Para finalizar, queremos agradecer imensamente aos veterinários que nos ajudaram a cuidar dele, Dr. Thiago e Dra. Fernanda, e a todas as outras pessoas que estiveram envolvidas direta ou indiretamente com o Cazuza.


Vai em paz anjinho. Sua passagem por aqui não foi em vão.

Adeus Cazuzinha!
"Saudade
É uma palavra
Saudade
Só existe na língua portuguesa
...
Saudade do que nunca vai voltar"
(Saudade - Cazuza)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sob nova direção


Estamos retomando o blog com força total. Para começar, temos uma notícia fresquinha: o Projeto Viva Gato está passando por mudanças. Estamos crescendo, evoluindo e aprendendo cada vez mais. Vocês poderão nos acompanhar mais de perto e conhecer cada detalhe do projeto.

A cada dia um novo recomeço

Hoje nós viemos deixar uma mensagem da fundadora do Projeto, a Stella. Ela veio falar um pouco sobre as mudanças que ocorreram ao longo desses anos, e sobre os novos rumos que estamos tomando.

Então sem mais enrolação, com vocês o texto da Stella:

“O Viva Gato nasceu em Fevereiro de 2012. Inicialmente com duas fundadoras que se mudaram para a casa onde tudo começou. Muita gente não sabe mas não queríamos que os gatos tivessem um abrigo, eles mereciam uma casa, já que alguns deles jamais conheceriam o que é ter uma família. Por 1 ano moramos com eles na mesma casa, fomos a família e o conforto que eles conheceram. Foi um ano muito difícil mas primordial para que o Viva Gato ficasse como é hoje.



Gatinhos do Projeto na primeira casa do Viva Gato

Eu engravidei e o Bernardo foi gerado em uma casa cheia de amor, rodeada por gatos e eles sabendo da minha condição me tratavam com o maior cuidado do mundo, pela sabedoria que só os animais sabem ter. Por conta da criança que chegaria e ia precisar de espaço que a casa não tinha e por conta da nossa necessidade de ampliar o nosso trabalho o Viva Gato começou a planejar algumas mudanças, como local novo, e convidamos algumas pessoas que formariam a primeira diretoria do Viva Gato.

Já na casa nova um importante passo foi tomado. Com mais pessoas trabalhando para cuidar do abrigo agora a casa era 100% deles.




Imagens da segunda sede do Projeto Viva Gato

Como nem tudo são flores, nossa segunda mudança foi muito turbulenta, perdemos a casa por problemas com vizinhos. As pessoas ainda tem muita resistência aos gatos e por isso tivemos que conseguir um outro local com urgência.

Nos mudamos pela terceira vez, mais longe, mas uma casa melhor, que com a ajuda de vocês foi reformada e adaptada para eles. O local conta com mais quartos e uma divisão melhor para a quarentena, berçário, farmácia e área comum. Se me falassem em 2012 que teríamos a estrutura que temos hoje eu acharia que era loucura, mas o trabalho em conjunto faz milagres!



Nossos meninos já na casa atual do Projeto

Neste momento esbarramos em mais um ponto que precisamos crescer mais. Há algum tempo temos problemas de demora para responder os e-mails, dificuldade na comunicação da página, dificuldade para fazer periodicamente a prestação de contas. Vocês que nos ajudam são a parte vital do nosso trabalho e falha na comunicação e transparência do Projeto Viva Gato é algo que não deveria existir, este é o nosso compromisso com vocês.

Em vista de todos estes problemas e minha incapacidade de conseguir dar solução para todos eles, em respeito a todos que acompanham a página e aos nossos mais de 50 gatos que dependem totalmente desta ajuda, o Viva Gato dá um novo passo e entra em uma nova fase.  Agora o Viva Gato será comandado por uma nova diretoria, novas pessoas, novas ideias, mais entusiasmo e a energia que o trabalho precisa. Passo meu bastão não para uma pessoa, mas para um grupo que vai colocar o trabalho nos trilhos.

Gostaria de fazer um agradecimento especial a Jessika Coelho que com a coragem sem tamanho topou a loucura de começar o Projeto comigo. Sem a sua ajuda nada disso seria possível, você é um dos pilares fundamentais da existência do Viva Gato. Obrigada por tudo, pela parceria, pela coragem, pelo desprendimento e o amor incondicional que dedicou a eles por todos estes anos.

Obrigado à todos que nos ajudaram sempre, continuem acompanhando o Viva Gato que tem muita novidade vindo por aí e todo trabalho será feito com ainda mais carinho e dedicação.



Estamos sob nova direção.”

terça-feira, 11 de junho de 2013

CED - A História da Narizinho

Narizinho é uma gatinha adulta, mãe de 5 filhotes, mansa e sem família. Não se sabe da onde ela veio, quando e como ela foi parar na rua. O que a gente tem certeza é que a Narizinho foi abandonada a pouco tempo e provavelmente prenha e acabou tendo seus 5 filhotinhos sem nenhum tipo de assitência.

Pela sua docilidade sabemos que ela já teve dono, já teve carinho e gosta de atenção. Casos como o dela são muito comuns, gatas que são adotadas sem castrar e que logo emprenham. No caso da gravidez da gata é muito comum q ela, ou os filhotes, ou os dois sejam abandonados na rua, a sua própria sorte.

Se a Narizinho tivesse sido adotada castrada, provavelmente ainda teria casa e não teria corrido riscos na rua.

A Monik, que faz parte do Viva Gato,  cruzou pela história da Narizinho e seus 5 filhotes que estavam morando nos fundos de uma agência de publicidade em Goiânia.
Narizinho foi sempre um amor, já os filhotes nem tanto. Os filhotes como nasceram na rua e não tiveram nenhum contato com seres humanos, se tornaram gatos ferais. O que é um gato feral?

"Um gato FERAL é um felino que retornou ao estado selvagem. São descendentes de gatos domésticos que se perderam de casa e/ou foram abandonados e forçados a aprender a viver nas ruas ou em ambientes com pouco contato humano, como armazéns, fabricas e prédios abandonados." 
Trecho retirado do blog Felinos Urbanos http://felinosurbanos.blogspot.com.br/2011/10/o-gato-feral.html

Em abrigo, pelo stress da condição nada natural pela quantidade de gatos, a probabilidade de um gato feral se reabilitar é mínima, além dele poder ser vetor de inúmeras doenças já que será um gato difícil de manusear, medicar, vacinar nas épocas corretas.

O melhor a ser feito em caso de gatos ferais é sempre o CED. O que é CED?

"Capturar-Esterilizar-Devolver é um método humano e eficaz de controlo de colônias de gatos e de redução da população felina e canina. O processo envolve a captura dos gatos e cães, a sua esterilização, um pequeno corte na orelha esquerda para fins de identificação, desparasitação e, por fim, a devolução do animal de volta ao seu território de origem."
Trecho retirado do site da Arpa Brasil: http://arpabrasil.com.br/?act[45]=1

Fazer o CED é a única forma de contribuir para o controle populacional e evitar que estas histórias se repitam. Visto que os filhotes já estavam grandes e nada domesticáveis a melhor solução foi fazer o CED nesta colônia. A mãe que é muito dócil depois de castrada foi recolhida ao abrigo do Viva Gato e já está aguardando por adoção. Os filhotes estão sendo capturados com gatoeiras, castrados e devolvido ao local aonde estão sendo alimentados e a presença deles não é incomoda aos vizinhos.

É importante que entendam que nem todo caso é possível fazer resgate. Antes de tentar ajudar algum gato analise com calma a situação e veja se o gato é realmente domesticável. Um gato feral em abrigo sofrerá muito mais do que se for devolvido ao local, que ele já conhece e já esta habituado. O abrigo tem que ser visto como uma situação temporária, um gato feral que dá a entrada em abrigo jamais será adotado e ficará no local tendo contato com inúmeras doenças que podem aparecer em um grande grupo.

Você pode ajudar muito capturando, castrando e devolvendo um gato, qualquer um pode fazer isso ou apoiar alguma grupo que faça. O controle populacional é fundamental para a causa animal, ela evita novos abandonos e novos casos de maus tratos. E sempre que for doar um gato castre! Só assim estas histórias não se repetem pois mesmo uma triagem bem feita não assegura a responsabilidade e bom senso do futuro dono.

A castração da gatinha adulta foi feita pela Arpa Brasil e a dos filhotes está sendo feita pelo Viva Gato. Agradecemos a Arpa por possibilitar a captura dos gatos emprestando a gaiola.
Só faltam dois gatinhos para ser capturados e castrados. A colônia será monitorada pelo Viva Gato enquanto eles viverem. 

Agora que a história da Narizinho cruzou com a sua o que você vai fazer? Eles dependem de nós para que casos assim não se repitam! Castrem e orientem o máximo de pessoas que puder sobre a castração. E claro, se quiser dar uma segunda chance para ela, entre em contato e adote: projetovivagato@gmail.com


A mãe da ninhada foi castrada pela Arpa Brasil
e agora aguarda adoção no Viva Gato.



.oGatinhos capturados

Gatinhos já castrados aguardando a soltura