Pages - Menu

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Achei um gatinho. E agora?


O primeiro conselho que podemos te dar é: tenha calma! Não adianta ligar para todas as ONGs do mundo ou para os amigos que gostam de gato para resolver o seu problema. Quem está com problema não é você, são os gatinhos que estão na rua. Então preste atenção nessas dicas, siga os passos e tudo vai dar certo!

RECOLHA

Após resgatar o(s) gatinho(s), deixe-os em local seguro, aquecido e limpo. Dê alimentação correta, coloque um recipiente com areia sanitária, água fresca e arrume uma caminha (uma caixa de papelão e uns paninhos servem).

Algumas desculpas para não resgatar são bastante comuns. Destacamos aqui algumas delas: 

- Não tenho espaço em casa

Claro que tem! Existem várias possibilidades quando se tem boa vontade. Você pode deixá-los no seu quarto, em um banheirinho, em um quarto de visitas. Só não deixe no quintal, ainda mais se forem novinhos. Gatos bebês são muito delicados e precisam de atenção.  

- Meu cachorro não deixa


Como assim? O que mais o cachorro não deixa fazer? Ele controla o horário que você chega em casa? Confere seu boletim? Paga suas contas? Brincadeira, mas você pode controlar o comportamento dele.
Em todo caso, se seu cachorro for muito agressivo é só deixá-los em ambientes separados. A menos que você more em um terreno baldio, sem muros e sem portas, tenho certeza que conseguirá afastá-los até encaminhar cada gatinho para adoção.

- Meus pais não deixam


Não queremos causar tumulto na família, mas muitas vezes isso é apenas uma desculpa. Claro que em alguns casos os familiares não aceitam, então o que fazer? Não brigue com seus pais nem imponha uma vontade sua, seja um bom filho e mostre para eles outras possibilidades de ajudar. Seja responsável e resolva tudo com uma conversa franca e madura. E tente mostrar que você está lutando por uma causa que vale a pena.

- Eu não tenho tempo


Gatinhos recém-nascidos realmente precisam de mais cuidados, mas para gatinhos que já comem sozinhos essa desculpa não cola. No caso de resgatar bebês muito novinhos você pode tentar fazer um mutirão para te ajudar. Talvez um ou dois amigos que tenham horários diferentes. Ou mesmo na sua família você pode encontrar alguém para te ajudar.


CUIDE

Depois de colocá-los em segurança observe se está tudo bem com eles: veja se estão comendo, bebendo água, usando a caixa de areia, se têm pulgas ou alguma lesão de pele. Caso você note algum problema não hesite em levar ao veterinário. Não medique e nem faça nenhum tratamento sem orientação veterinária!

Você vai ter que vermifugar, vacinar e castrar o(s) gatinho(s) antes de colocá-los para adoção. Só assim você estará fazendo a sua parte de forma responsável!

E se você realmente não tiver condições financeiras de arcar com os custos?

As redes sociais são uma ótima forma de conseguir parceiros para te ajudar! Recorra ao facebook, instagram, amigos... Você pode fazer uma rifa ou um leilão... Não é feio pedir ajuda, muito menos para salvar vidas.
Caso você não tenha experiência com gatos peça orientação para veterinários de sua confiança, ONGs e protetores.


DOE

Depois de cuidados castrados, vacinados e vermifugados, você pode começar a divulgação. Novamente aqui as redes sociais são fantásticas, mas tire fotos boas e seja criativo na hora de divulgar. Vídeos também são uma ótima maneira de mostrar seus resgatados.

TRIAGEM

Depois que começarem a aparecer os interessados, você precisará escolher muito bem para quem você vai entregar o(s) gatinho(s). Afinal, você cuidou, gastou tempo e dinheiro, e não vai entregar ele(s) para qualquer pessoa não é?

As principais perguntas são:
- A casa do adotante é segura?
- Todos na casa do adotante estão de acordo com a adoção? 
- O adotante tem condições financeiras para dar tudo que o gatinho precisa, inclusive cuidados veterinários?
- O adotante se compromete em ficar com o gato por toda a sua vida? Mudança, doenças e gravidez, não são desculpas para se desfazer do gatinho.
- O gato vai ter acesso a casa toda? O adotante tem que saber que gato não aceita e nem é feliz ficando confinado. Ele precisa da companhia do dono e liberdade para se sentir feliz.

Essas exigências são essenciais para encaminhar bem os seus protegidos.  É melhor demorar um pouco mais para doar e encontrar o adotante ideal do que doar para alguém que vai abrir mão do gato na primeira dificuldade.

GATOS ARISCOS

Se o gato que você encontrou não é filhote e é arisco, não insista em querer levá-lo para casa. Alguns gatos criados na rua não se adaptarão em casa, são os chamados de gatos ferais e já estão habituados a viver naquele local e evitar humanos. 
Se você puder e quiser ajudar estes animais, o melhor que tem a fazer é evitar a procriação fazendo o que chamamos de CED (captura, esterilização e devolução). Isso é feito com todos os gatos da área, e você pode contar com a ajuda de moradores do local. Conheça mais sobre o CED: http://arpabrasil.com.br/noticia/2-O_que_é_C.E.D._?.html

Temos certeza que agora você saberá o que fazer e será mais um a ajudar os animais!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Prestação de Contas - Dezembro 2014

Queremos agradecer a todos que ajudam os gatinhos do Projeto Viva Gato. Sabemos que sem a ajuda de vocês nosso trabalho não seria possível. 

A seguir estão os dados da nossa prestação de contas do mês de dezembro de 2014. Estamos à disposição de vocês e quaisquer dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail projetovivagato@gmail.com (Clicando nas figuras vocês poderão visualizá-las em tamanho maior). 

Recebam o carinho e a gratidão de cada um dos meninos que passaram e que ainda estão na casa do Viva Gato!




domingo, 28 de dezembro de 2014

Valentina, a guerreira - Porque não ser indiferente

Essa história é complicada, pesada, com fotos que podem ser chocantes, mas é preciso ser contada. É preciso que as pessoas saibam o que a indiferença e a insensibilidade podem fazer. É preciso mostrar também que existem pessoas capazes de tudo para ajudar um outro ser vivo. Não importa se é um ser humano, um cachorro, um gato, uma ave ou outro ser qualquer, o que importa é ter atitude, tentar eliminar ou diminuir o sofrimento do outro. E é disso que vamos falar nessa postagem.

No início de novembro de 2014 uma imagem circulou no facebook, nela aparecia uma gata muito judiada, quase sem pêlos e se arrastando pelo chão. Muitas pessoas viram as fotos, muitas provavelmente viram a gata pessoalmente, muitas ainda a viram bem antes de chegar no estado que estava antes da foto ser tirada e publicada. Ninguém fez nada... Ou melhor, uma pessoa fez, a Anna. Ao ver a foto ela se sensibilizou e pediu para correrem com a gatinha para uma clínica veterinária, e pelo menos isso foi feito. Chegando lá, o quadro era lamentável. A foto, apesar de tudo, não mostrava a situação real da gata: feridas, queimaduras, ossos quebrados, fome, desidratação e infecções.

Fotos que circularam na internet pedindo o resgate da Valentina

O que sabemos sobre o que aconteceu antes daquela foto com a Valentina é que ela entrou no motor de um ônibus, provavelmente para se esconder de algo ou se aquecer, e depois foi atropelada. Perdeu pêlo, pele e teve uma fratura na coluna e ficou paraplégica. Ao que parece ela ficou por alguns dias se arrastando pelo local, as feridas são, provavelmente, por se arrastar no asfalto quente. Não conseguimos parar de nos perguntar: quantas pessoas passaram por ela? Quantas sentiram pena? Quantas poderiam tê-la levado ao veterinário e depois pedido ajuda? Sem dúvida a resposta é: muitas! Mas ninguém se dispôs a ajudar. Até que alguém resolveu tirar uma foto e pedir ajuda. Melhor do que nada? Talvez. Mas e se ninguém ajudasse? E se ninguém se sensibilizasse? Uma foto e nada. A Valentina poderia ter morrido, e com muito sofrimento. Ser vivo nenhum merece isso!

Valentina recebendo os primeiros cuidados na clínica

A Anna não deixou que isso acontecesse. Com a ajuda do Dr. Thiago Augusto Lourenço e da Juliana Moura, foram feitos todos os atendimentos e cuidados iniciais. E a vida da Valentina começou a tomar outro rumo. A Valentina agora tinha uma chance de sobreviver. E tinha quem se importasse e lutasse por ela, sem medo de todo trabalho que pudesse dar. E dá trabalho viu? Nem todo mundo tem coragem de assumir uma responsabilidade assim. Animais assim como a Valentina precisam de cuidados constantes pelo resto da vida. Precisam de cuidados com ração, higiene e podem ter problemas urinários frequentes. No caso da Valentina, ela só faz xixi quando se aperta a bexiga, não é apenas estimular, é apertar mesmo. E para fazer cocô tem que estimular também.

Valentina na casa da tia Anna
De volta à clínica depois de dar um susto na tia Anna
Com a sonda mas já começando a comer sozinha

Depois que a Valentina saiu da clínica, ela foi para a casa da Anna, que vai cuidar dela para sempre. Mas de lá pra cá sofreu uma recaída e teve que ser internada novamente. Não queria comer, teve que colocar sonda para se alimentar e deu um susto imenso em todos os que acompanhavam a história. Mas depois de um período tenso ela voltou a se alimentar sozinha e pode voltar para casa. A Anna diz que é porque ela viu o quanto é amada, querida e especial. Ela não entregou os pontos, é guerreira, e tem uma vontade imensa de viver. Entre todas as coisas as coisas que a Anna nos contou, uma delas, temos certeza, fez a Valentina querer viver: a Valentina ouviu a Anna dizer pra ela que “jamais ela iria voltar pra rua e enfrentar o descaso dos seres humanos”.

Já gordinha, sem feridas e com o pêlo nascendo
Hoje a Valentina está ótima, linda, radiante e até gordinha. Sem anemia, sem infecção, sem feridas e muito amada. Ela ainda não consegue fazer xixi sozinha, mas ela sabe que pode contar com a Anna. E todos nós do Projeto Viva Gato temos muito orgulho de ter a Anna como parceira. E não temos nem como agradecer o que ela fez e faz pela Valentina. Muitas pessoas ajudaram, inclusive financeiramente, e gostaríamos de agradecer a todas! Se a Valentina hoje está viva e bem, é porque nem a Anna, nem o Dr. Thiago, nem a Juliana e nem todos os que se sensibilizaram após o resgate foram indiferentes. Vocês salvaram uma vida. Isso não tem preço.

Se você que está lendo essa postagem quiser ajudar a Valentina, ela precisa muito de patê e sachê. Para doar é só entrar em contato com a gente que repassamos para a Anna.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Prestação de Contas - Novembro 2014


Como todos os que nos acompanham sabem, nós passamos por várias mudanças nesses últimos meses, com isso algumas das nossas atividades ficaram sem compartilhamento com vocês que nos ajudam sempre. Com a volta do blog e normalização das atividades pós-turbulência das mudanças, estamos aproveitando esse espaço do blog para nossa prestação de contas. Os dados a seguir são do mês de novembro de 2014. 

Estamos à disposição de vocês e quaisquer dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail projetovivagato@gmail.com (Clicando nas figuras vocês poderão visualizá-las em tamanho maior). 

Queremos agradecer de coração à todos que nos ajudam, seja com doações, visitas para afofar os gatinhos ou compartilhamentos de postagens. Sem vocês o Viva Gato não existiria!!! Obrigada!!!



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É sempre a mesma pergunta...

  • Por que ajudam gatos e não velhinhos no asilo, meninos de rua e crianças com câncer?

Qualquer pessoa que ajuda animais já ouviu essa pergunta, com a gente não foi diferente. Esta pergunta nos chegou por mensagem, de uma pessoa que estava descontente com o nosso ramo de atuação. Sabemos que a falta informação impede que entendam mais sobre a nossa causa, a realidade dos animais e principalmente como isso pode afetar os velhinhos no asilo, as crianças de rua, e as pessoas com câncer. Por incrível que pareça isso acontece e tem uma ligação muito próxima. 

Retirar os animais das ruas, castrar, encaminhar para novos lares, promover o CED e promover educação correta, ajuda a controlar diversas zoonoses que a super população de gatos e outros animais de rua podem transmitir aos velhinhos no asilo, as crianças de rua, e as pessoas com câncer.



Os animais de rua são um problema geralmente ignorado pelos governos, o que acaba fazendo nosso trabalho ser fundamental não só aos velhinhos no asilo, as crianças de rua e as pessoas com câncer, mas também para as pessoas saudáveis e bem dispostas como você.

Ignorar também pode matar (Foto retirada da internet)

Em momento algum ajudamos animais movidos apenas por dó dos bichinhos bonitinhos que não tem casa, é isso também, mas é principalmente pela falta de informação das pessoas sobre o bem estar deles e como isso se reflete diretamente em nossa sociedade, gerando consequências aos velhinhos no asilo, nas crianças de rua e nas pessoas com câncer.

Aprendendo a cuidar e a respeitar uma outra espécie as pessoas aprendem também a enxergar com mais compaixão e humanidade o próximo. Você já se perguntou porque existem os velhinhos no asilo e as crianças de rua? Você já parou para pensar em como nós estamos vivendo em um mundo que nos vê como números? Você não consegue ver relação na falta de humanidade que existe em quem abandona alguém que confia e depende de você, como os velhinhos no asilo, as crianças de rua e os animais abandonados?


O cuidado com os animais reflete diretamente nas nossas atitudes com o próximo. Uma sociedade que trata vidas de cães, gatos e qualquer outro animal com descaso, que não enxerga além das atitudes de agora, que coloca a satisfação pessoal, os prazeres diários acima do bem estar social, naturalmente vai tratar animais e semelhantes apenas como empecilho à sua boa vida. Por isso velhinhos no asilo, crianças de rua e pessoas com câncer continuam existindo e sendo usados apenas como exemplo. 

Ajudar qualquer ser vivo só faz bem (Foto retirada da internet)
Olhar para os animais não é pensar pequeno, é enxergar além do óbvio. Nossa causa não é melhor que as outras, até porque nossas escolhas pessoais fazem parte da forma que a gente consegue lidar melhor com o mundo e com nós mesmos. Por isso  o Viva Gato cuida apenas de gatos, porque este é o melhor que podemos fazer e vamos nos entregar a isso. Queremos dar o nosso melhor e que do nosso trabalho todas as famílias também levem e compartilhem a melhor experiência, porque é nisso que somos bons e é nisto que depositamos todo nosso amor. Fazemos nosso trabalho por afinidade e queremos que todos façam o mesmo, porque cada pessoa é diferente, cada pessoa cuida melhor de cães, ou de gatos, ou cavalos, ou crianças, ou idosos...Independende do que seja o seu melhor, faça! 


E nós fazemos, confiando que você esteja fazendo o mesmo pelos velhinhos no asilo, ou as crianças de rua e as pessoas com câncer. 


Continue fazendo o que você faz de melhor e nós vamos estar aqui torcendo muito por você porque a nossa causa vai ser sempre a mesma: um mundo com mais respeito e amor para todos.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Doação de sangue e solidariedade

Muita gente não sabe, mas os animais também podem precisar de transfusão de sangue por causa de um acidente ou de alguma doença. E muitas vezes é difícil encontrar um doador, seja por falta de informação dos donos ou por medo de que o animal doador fique debilitado. Se muitas vezes nós vemos que é difícil para os humanos conseguirem doadores, imagine para cães e gatos? 
Se você tem um gatinho sadio, que pese mais de 5 kg e que nunca recebeu transfusão sanguínea, ele pode doar sem problemas. Além disso, os veterinários indicam que outros requisitos são: estar com vacinas e vermífugos em dia; não ser positivo para FIV (imunodeficiência felina), FeLV  (leucemia felina) e micoplasma; de preferência ser um gato de apartamento (menos suscetíveis a contato com gatos de rua);  e no caso de fêmeas, não estarem prenhes e nem no cio. Você pode saber mais aqui: http://petcare.com.br/blog/animais-tambem-precisam-de-transfusao-e-podem-doar-sangue/ e aqui: http://www.hemoterapet.com.br
Há algum tempo recebemos o chamado de uma veterinária para saber se algum de nossos gatos poderiam doar sangue para um paciente que estava precisando, e o Melancia foi até a clínica para atender o pedido. O gatinho que precisava de ajuda era o Marcus, que tinha sido adotado há pouco tempo. O Marcus tinha uma vida muito feliz na casa nova, mas ele tinha diabetes e isso não havia sido detectado até o momento. Apesar de todos os esforços da família, a saúde do Marcus piorou e ele precisou da transfusão.

Marcus e a família no dia em que foi adotado
Melancia doando sangue para o Marcus
Infelizmente o Marcus não conseguiu vencer a doença, o que deixou todos (família, veterinários e nós) muito tristes. Depois dos dias de luto e após conhecer o Melancia, a família decidiu adotá-lo. Hoje o Melancia tem família, casa, amor e mais dois irmãozinhos felinos. Apesar da história triste e difícil do Marcus, temos certeza que após a sua adoção, e pelo restinho da sua vida ele foi feliz e fez a família feliz. E, seguindo o exemplo do Melancia, que foi tão solidário com o Marcus, esperamos que mais e mais donos de gatos possam seguir o exemplo e levar seus animais para serem doadores.

Melancia curtindo a casa nova

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Seja responsável ao adotar!

    Às vezes é preciso quase que desenhar para as pessoas entenderem o real compromisso que é ter um animal. Quando dizemos que os animais são como filhos, não queremos que você humanize seu gato ou seu cachorro, apenas que você entenda que amor, cuidado e respeito não é algo que nasce com a paternidade/maternidade, é algo que nasce com convivência, carinho e atenção.
         Alguns gatinhos que foram adotados no Viva Gato foram devolvidos após dias, meses e até anos, e alguns deles pelos motivos mais absurdos possíveis, e isso nos motivou a escrever esse texto. Será que as pessoas esquecem que os animais são seres vivos que têm sentimentos e vão sofrer com a separação? Muitos estudos científicos já provam a inteligência e sensibilidade dos animais.

A Purpurina foi devolvida ao Viva Gato e ficou quase um mês deprimida. Não queria
sair do quarto e nem comia direito. Agora ela está bem melhor e aguarda uma nova chance.
       
       Sempre que doamos um gatinho somos muito rigorosos na triagem, fazemos várias perguntas e somos exigentes em relação ao espaço que o animal vai ficar. Mesmo assim, infelizmente algumas vezes erramos na escolha dos adotantes. Mesmo com orientação e acompanhamento alguns gatos voltam para a gente com alegações do tipo: “ele está saindo muito para rua, fico com medo”, “ele chora muito quando fica dentro de casa, os vizinhos reclamam”, “vou me mudar e não posso levar ele comigo”, entre outras desculpas que envolvem medo de doenças, gravidez, alergias repentinas, culpam o cachorro, o marido, a avó, tem de tudo um pouco.

Sushi (esquerda) e Yumi (direita) são irmãos e foram adotados juntos.
Depois de algumas semanas foram devolvidos. Os dois ficaram muito tristes e mudaram
seu comportamento. De gatinhos super carinhosos e amáveis, eles passaram a ficar tímidos
com as pessoas. Agora já voltaram a ser como eram antes, e aguardam adoção responsável.

        Um gato pode viver mais de 14 anos, todos são avisados sobre isso no ato da adoção. Se você adota é para a vida toda, adoção não é empréstimo, não é passatempo, você não tem o direito de alterar a vida de um animal apenas por capricho. É claro que eles dão trabalho, pode ser muito ou pouco. E para todas as desculpas existe uma opção se você for um adotante responsável. Dificuldade todo mundo passa e isso deve ser pensado e planejado antes da adoção. Quando tiver um problema com o seu gato faça uma pergunta a si mesmo: “E se fosse o meu filho?”. Pronto, a resposta aparece e tudo que você precisa para resolver a situação vai ficar mais claro.
     Adote sempre pensando e incluindo o seu animal na sua vida. Adote sempre considerando o tempo de vida dele, a sua disponibilidade de tempo e dinheiro pra cuidar dele. Tenha sempre planejado o que fazer quando precisar viajar ou se ausentar. Ou seja, planeje sempre tudo porque mesmo que você viva sozinho e adote um gato, isso já te torna parte de uma família, que podem conviver e ter belas histórias juntos por muitos anos.

Teryaki (esquerda) foi adotado no início do ano. Seus adotantes já tinham uma gatinha resgatada, a Teresa (direita).
Agora ele foi devolvido ao Projeto Viva Gato, e "de brinde" veio a Teresa. Ela ainda está muito triste, e não quer sair
do quarto. Mas temos certeza que ela vai se recuperar. Os dois aguardam uma nova chance na casa do Viva Gato.

        Lembre-se, você adota uma vida e não um objeto. Você será o único responsável por ele. Ele irá te amar, te esperar e confiar em você. E não esqueça: eles nunca desistiriam de você.

         Pense nisso antes de adotar e cuide bem dos que precisam de você!!